quinta-feira, 25 de março de 2010

Procura-se um travesseiro

2:31h da manhã: uma noite longa de conversas sem pressas com pessoas há muito tempo não vistas. Então resolvo preparar minha cama enquanto me depeço aos poucos de todos - as despedidas, mediante as conversas saudáveis e divertidas que tivemos outrora, costumam ser demoradas, rodeadas de p.s's e enrolações. Mas como já estava passando da hora e estava de férias na casa dos meus pais, resolvi me apressar.

Ao chegar no quarto, acendi a luz pra arrumar a cama rapidamente para não acordar minha irmã. Me deparei, então, com um problema: cadê meu travesseiro? Vasculhei cada canto possível do quarto e ele não estava. "Pode ser que ele esteja no sofá!", pensei, e fui pra sala na busca incesável pelo meu querido travesseiro, mas em vão.

Lembrei que havia sido dia de faxina e que todos os travesseiros da casa costumavam ficar divididos: um parte no quarto da sala e outra no quarto da minha mãe. E agora? Meu tio que acabara de chegar de viagem dormia com a porta trancada e ventilador ligado no quarto da sala. E bater no quarto da minha mãe poderia resultar em muito sermão, visto que ela há muito havia deitado e além disso ela sempre brigava por causa dessa minha insistência em dormir (muito)tarde.

"Terei que dormir sem travesseiro!", pensei. "Mas não, eu não consigo. E agora? Talvez eu conseguisse montar um, com edredons, colchas, toalhas, o que for..." Mas nada dava certo! O tempo passava e minha agústia pela falta de travesseiro só aumentava.

Levem meu sono... mas, por favor, devolvam meu travesseiro!


P.s.: esse texto é antigo, escrevi no carnaval quando estava na casa do meus pais mas só hoje encontrei ele perdido.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sem Inspiração não posso escolher um bom título

Hoje saí em busca de inspiração.

Aproveitei o dia triste - sim, eu acho que os dias chuvosos são tristes - e fiquei por horas pensando em coisas totalmente sem nexo. Isso me deixou alienada o dia inteiro, fiquei distante de mim e de todos que me rodeavam. Tão distante que tentei, por muito tempo, fazer uma questão idiota da matéria que eu tava estudando, mas em vão. Nem as doses exageradas de café foram capazes de solucionar meu problema.



Voltei pra casa com o pensamento lotado de coisas a fazer: 'limpar casa, ir pra academia, ir no supermercado, hortifruti, lavar roupa,...' Droga, mas tá chovendo! E como acontece em todo dia chuvoso, eu só queria poder chegar logo no meu cantinho de repouso.

Ao chegar em casa ainda tentei me aprontar pra ir na academia, de repente cai aquela chuva. Então, desisti! (Confesso que nem foi tão difícil fazer isso :P) Fiquei um tempo rodeando pela casa pensando no que fazer: 'talvez uns exercícios, terminar de ler a teoria, falar com minha mãe na internet, fazer um lanche, tomar banho...' E acabei não fazendo nada disso... peguei no sono! Sono profundo e repleto de sonhos sem lógicas, mas muito reanimante. Acordei outra pessoa - depois de dormir por duas hora seguidas...

mesmo assim não encontrei a Inspiração.

Talvez ela esteja perdida no trânsito infernal desse dia chuvoso, numa tentativa sem sucesso de voltar pra casa ou talvez tenha se escondido. Sei lá, só espero encontrá-la um dia.

domingo, 7 de março de 2010

Beagá




BH do Pão de Queijo,
Da comida caseira,
Do feijão tropeiro...

BH dos clássicos,
Dos atleticanos,
Dos cruzeirenses...

BH da calmaria na lagoa da Pampulha
E da agitação sábado a noite na Savassi
BH das calouradas, cachaçadas, butecadas
BH dos barzinhos, do alambique...

BH
do sertanejo

BH
de cinema bom e barato
BH [do] shopping Del Rey

BH com'cê, pr'ocê, d'ocê
Do SÔH que ninguém conhece
E do UAI que ninguém se esquece

BH de agitação no Oiapoque
E no famoso Mercado Central...

BH de Liberdade até na praça
Do Horizonte mais Belo

BH dos melhores amigos,
Os mais receptivos,
Os mais animados...

BH da UFMG
BH de conquista
BH de amizade,
BH
de saudade...

BH
do Mineirão, do Mineirinho
BH dos mineiros e das mineiras
De um povo que vive intensamente
Eu amo BH radicalmente!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Adeus!


Te procurei em outros rapazes
Busquei seu beijo em outros beijos
Procurei seu olhar em outros olhares

Mas não te encontrei!

Mesmo distante você sempre dominou meu caminho
Tentei ser carinhosa com os outros
Mas descobri que era só seu todo o meu carinho

E agora me ponho a pensar
Decido então te esquecer
Seguir meu caminho
Parar de sofrer, voltar a viver!

Talvez um dia você volte
E resolva então me procurar
Mas se isso não acontecer, não me importo
Melhor mesmo que não perca seu tempo
Pois prometi nunca mais te amar

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pretérito Mais-Que-[IM]Perfeito



Ultimamente tenho pensado muito no futuro do meu passado. Mais precisamente, em como seria o meu futuro se o meu passado tivesse sido diferente.

Não acredito em predestinações: Deus nos deu o livre arbítrio pra guiarmos nossa vida/[fazermos nossas escolhas] sem interferência divina. Estou aqui, nesse exato instante e lugar, não porque alguém disse: 'ela vai estar ali no lugar x na hora y'. Mas se aqui estou é porque aqui quis estar. Mas porque eu quis isso? E se eu tivesse pensando um pouco mais e em alguns anos atrás a minha escolha tivesse sido diferente? Não necessariamente uma grande escolha, mas algo ínfimo como não viajar em um feriado ou não sair de casa num sábado a noite?

Eu não sei em qual exato instante a minha vida tomou esse rumo tão gigantescamente estranho que me trouxe pra esse exato lugar nesse exato instante. Não sei e vou continuar sem saber...

Vivemos um pretérito imperfeito - nosso passado nunca foi e nunca será acabado.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uma apresentação um pouco egocêntrica

Talvez já esteja passando da hora da verdadeira Joyce aparecer nesse blog. A Menina que a maioria de vocês conhecem, aquela típica mineira estudante de matemática que tem se aventurado no Rio de Janeiro.
Mas isso não implica que eu tenha duas personalidades, o que, de fato, não é verdade! Mas é que esse meu lado, revelado ainda a pouco nesse blog, era desconhecido de muitos - acho que nem eu propria o conhecia.

Afirmativa: ∃! Joyce!

i.e, Eu existo e sou única!

Tá, eu sei que existem outras Joyce's por aí. Não me lembro de ter encontrado outra Joyce de Figueiró no Google, mas mesmo se isso tivesse acontecido, garanto que ela (ou elas) não iriam satisfazer todas as mesmas propriedades que eu (mesmo que elas não sejam, em sua maioria, boas - digo das propriedades :P).

Não quero abandonar meu ínfimo lado poético, pretendo conciliar ε (épsilons), δ (deltas), versos, rimas, e ∫ (integrais) . Por mais que pareça um absurdo, eu posso garantir que esses dois conjuntos não são disjuntos, pois pertenço a intersecção deles. Mas nesse sentido, não garanto a unicidade: Existem muitos outros poetas-matemáticos por aí! Aqueles que assim como um dia acreditaram que existem ∞ maiores que outros ∞, acreditam que as coisas convergentes nem sempre tem graça, que as vezes é muito melhor divergir, explodir, expandir...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Amor Platônico



Pés gelados, mãos suando, coração disparado... tudo aconteceu tão de repente! Ninguém sabe explicar o que estava acontecendo, nem ela. Mas era como se o mundo tivesse parado - o mundo dela. A cena se desenvolvia em câmara lenta, passos suaves, movimentos intensos e sentimentos a flor da pele. E o olhar da moça continuava constante, sempre em uma direção. É como se não existisse mais nada, nem ninguém, e toda a atenção dela se concentrava naquele rapaz enquanto ele entrava pelo salão. A menina sempre foi extrovertida, daquelas que conversavam com todos e que de tudo falava. Mas perto dele as coisas eram diferentes. Ela perdia a fala, a voz, lhe fugiam as palavras, as frases... tudo virava bagunça em sua cabeça. Sentimentos se confundiam. Era tudo poesia. Existiam outros garotos mais bonitos, mais atraentes.... mas ela não se importava. De maneira estranha o coração dela se fixava naquele rapaz, era ele que fazia o coração da menina parar de repente e depois bater desesperadamente como se tivesse no mais alto nível de adrenalina. Ela não conseguia explicar o que sentia. Onde já viu sentir isso tudo por alguém que nem sabe o nome?