sexta-feira, 13 de julho de 2012

Menina está online


- Oi, você tá acordado?

- Tô sim. Tudo bem? J

- Sim. Desculpa. Não tenho o direito de ser grossa com você. :(

- Tranq...

- Nao tenho porque tomar essas atitudes radicais. Sei que se te pedir um tempo, você me respeita.
 
- Acho que só conseguimos estar tanto tempo "juntos", nessa amizade, porque sempre houve transparência. Transparência pra dizer o que está sentido na hora em que está sentido...
 
- Mas eu não queria te deixar triste.
 
- Só fico triste quando você vai embora.
 
- Já fui embora algumas vezes e vou de novo. Mas queria te deixar bem...
 
- Sabe o que eu quero? Quero você perto, cada vez mais perto. Tenho convicção que querer, nesse caso, não é poder, mas ainda assim, eu quero!
 
- Desculpa L
 
- Sem carinha triste, por favor.
 
- Também quero você perto, mas tenho certeza que não devemos ficar juntos!
 
- Eu passo o dia pensando em você, acordo e quem me vem a cabeça é você...
 
- Me conta, como era antes de você me conhecer? 
 
- Eu era triste, andava pela rua amargurado, sem saber para onde ir...
 
- Ah, para, vai. Tô falando sério. haha
 
- Eu tive uma fase meio louca, não tinha compromisso com nada. Mas depois comecei a trabalhar fixo e só fazia isso, até te encontrar. E com você, o que mudou?
 
- Passei a dormir com o celular embaixo do travesseiro. (Risos) Eu gosto de você, sério. Aquele lance de dependência, sabe?
 
- Fico feliz em saber que quando você precisa e quando você não está bem, me procura.
 
- Sou egoísta.
 
- Amo quando seu egoísmo me escolhe!
 
- =P 

- Eu gostaria de dividir a minha vida com você, meus dias, minhas horas...meus sonhos. Não sei o nome disso e nem sei se estou interessado em dar um titulo para isso que sinto, para esse desejo...
 
- Se pudesse ficaria o dia inteiro falando com você. Morro de raiva quando não me dá atenção, quando demora responder... Mas não me apaixonei por você! Preciso dormir, boa noite!

Menina está offline!

(Continua...
...ou não)
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

DR


Por Joyce Figueiró
Certo dia uma amiga me convidou pra ir a um barzinho. Disse que tava cheia de novidades e prometeu me contar, nos mínimos detalhes.
                Nos encontramos no local e horário combinado. Foram quinze minutos de formalidades sociais , mas como sou curiosa, fui logo pro assunto.
                - Então, me conta.
                – Contar o que?
                - Oras, o que você disse que me contaria.
                – Ah sim, claro. Então, eu acabei de ter uma DR.
                – Ham? Como assim?
                – DR, ué. Discuti um relacionamento.
                – Eu sei o que é DR.
                – Então, resolvemos dar um tempo.
                - E desde quando você tava namorando? Não me contou.
                – Longa história.
                - Mas não é isso que você ia me contar?
                – Sim, mas é complicado.
                - Como assim? Você está me deixando confusa.
                – Na verdade, eu estou confusa.
                - Claro, isso é normal depois de dar um tempo em um relacionamento… peraí, que relacionamento? Não me enrola!
                – Relacionamento? O meu, oras! Ou melhor, o que falaram que eu tava tendo.
                - Ham? Como assim falaram?
                – Falaram que eu tava namorando, ué.
                - E você não tava?
                – Não sei.
                - Caramba! Você tá me deixando maluca! Ou será que você tá maluca?
                – Não, eu não. O povo que tá.
                - Que povo?
                – O povo que falou que eu tava namorando.
                - Então você não tava namorando mesmo?
                – Eh, acho que não.
                - Então por que você teve a DR?
                – Ai amiga, isso é óbvio. Eu tinha que terminar com o carinha de algum jeito.
                - Mas você não tava namorando com o carinha pra terminar com ele!!!!!!!!
                – Mesmo assim, tive que terminar pra não gerar dúvidas. Então fui lá e falei com ele.
                - E ele?
                – Ficou surpreso também.
                - Ele não sabia que vocês estavam namorando? Quer dizer, que o povo tava falando que vocês namoravam?
                 - Acho que não. Mas ele ficou chateado.
                - Claro, eu também ficaria. Odeio quando fazem fofoca com meu nome.
                – Mas não foi por isso.
                - Então por que ele ficou chateado?
                – Porque ele odeia DR’s, finais de relacionamentos e coisas do tipo.
                - Mas se não existia relacionamento, não foi um término! NÃO CONSEGUE ENTENDER ISSO?
                – Ih, você tá nervosinha, calma. Não dizem que “a voz do povo, é a voz de Deus”? Então, claro que existia um relacionamento. A gente só não sabia e quando ficamos sabendo, tivemos que terminar.
                - Você tá maluca!
                – Maluca, não. Tô triste!!
                – Triste por quê? Vai me dizer que tá triste porque terminou um relacionamento que não existia?
                – Não é por isso. Tô triste porque, se eu soubesse que tava namorando poderia ter aproveitado mais. Dei mole!
                – Acho que vou pedir uma dose de vodka.

Joyce Figueiró

segunda-feira, 12 de março de 2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ele curte, ela comenta


Agora que o carnaval já acabou, as pessoas ficarão mais vulneráveis e dispostas a iniciar um relacionamento. E olha que isso não é uma característica feminina. Os meninos hoje em dia já entraram no páreo de carências afetivas. Preciso confessar que essa não é a minha área de pesquisa, nem passa perto, mas o tanto curiosa que sou, transformou-me em uma observadora perita.

                Recentemente li um artigo que dizia como que a popularização do facebook influenciou na dinâmica de um relacionamento. Lá o autor citava passos de conquista – coisas como mandar recadinhos por terceiros, descobrir o telefone, ligar no dia seguinte ao primeiro encontro e arrumar um lugar romântico para pedir em namoro, foram substituídas por opções de curtir e dar comentários. E, pior, o artigo diz (e eu acredito seriamente que seja algo plausível) que o namoro só começa de verdade, quando o status muda de ‘solteiro(a)’ para ‘relacionamento sério’. *

                Acha que isso é bobagem? Se eu te contar tudo que eu tenho observado na minha lista de contato, te deixaria de queixo caído – ou seria algo que, no mínimo, mereceria um curtir e um comentário com risos logo embaixo! ;)

                O mais curioso é como acaba um relacionamento. Quem já assistiu a aqueles filmes de comédia romântica, sabe que a frase clichê de um fim de namoro é “mas vamos ser amigos!”. Se isso dá ou deu certo na ficção ou em algum lugar, ou em algum tempo da história eu não sei. Mas nessa era do facebook eu garanto que está ultrapassado. É muito raro ver um status de relacionamento voltar para ‘solteiro’ e os dois continuarem amigos. Tornam-se conhecidos. Não se curtem, no máximo, comentam ou compartilham indiretas.

                Pior ainda são aquelas pessoas que cancelam a conta assim que começam um namoro. Duvido que ficam totalmente desconectadas. Devem procurar outra rede social. O twitter seria uma boa alternativa. Imagine só como seria divertido acompanhar uma DR em 140 caracteres!

Tem café?

O vídeo que segue foi gravado no lançamento do meu livro "Café, cálculos e crônicas". 
'Tem café?' é a primeira crônica do livro e talvez a mais conhecida, pois ela foi usada no material de divulgação. 

Várias pessoas me procuraram para saber do final, quem seria o dito cujo da história? Use a sua criatividade: quem poderia ser? Vou pensar numa premiação pra resposta mais criativa! =D


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Definindo um amigo


Amigo de verdade não é aquele que fica te incentivando a fazer atividade física, nem aquele que te enche de elogios...
                Amigo que é amigo te carrega pra rodízios, compra uma barra de chocolate todo dia e leva pra dividir com você na sala de aula. Depois vocês combinam dietas radicais, mas na primeira oportunidade aparece uma receita nova de bolo de maçã com canela e então já era...
                Amigo é aquele que entra na sua casa e fala ‘que bagunça é essa?’ e sai trocando tudo de lugar. Põe defeito em tudo, te dá bronca e logo em seguida pede desculpas.
                Amigo é quem fica em estado de alerta, observando tudo que acontece ao seu redor e no primeiro vacilo, começa rir e caçoar de você – e faz isso pro resto da vida. Promete contar para os seus filhos, que vai contar para os seus netos...
                Amigo de verdade não te abandona, nem quando você precisa ficar sozinho. Quando você mais precisa de concentração – para estudar pra uma prova difícil, ou se dedicar a alguma tarefa – é aí que ele começa te contar os casos mais engraçados e vocês passam horas rindo...
                Amigo é aquela pessoa que topa um convite para o Karaokê na primeira chamada e ainda promete cantar alguma música brega. E vai! E canta a tal música brega!
                Amigo de verdade te manda pagode pra você ouvir quando está triste e inventa outras estratégias estranhas pra te deixar feliz...
                Amigo que é amigo está disponível em todas as horas – duas, três, quatro da manhã... É quem fica horas na fila com você pra comprar ingresso pra um show ou pra conversar com seu artista favorito!
                Amigo de verdade não é aquele que tenta diminuir sua carga, mas aquele que faz você colocar ainda mais tijolos no carrinho pra fortalecer a musculatura do braço. E se você sobreviver até o final do dia, ainda te convida pra tomar um chopp.
               Amigo que é amigo te acorda dando "Bom dia" infinitas vezes e fica rindo quando você está de mau humor!
               Amigo de verdade é aquele que usa a mesma linguagem que você - é aquele que usa expressões nerds que provavelmente só vocês dois entenderão!
               Amigo que é amigo de verdade coloca um nariz de palhaço e vai em um show de uma banda com um nome estranho só pela companhia - e depois saí de lá mais amigo do que nunca!
                Amigo que é amigo topa viajar com você durante quatorze horas seguidas, pra uma cidade sem nada interessante pra fazer, só para vocês praticarem a arte de ‘ser amigo’.
                Amigo, pra ser amigo de verdade, não precisa ser conhecido há meses, anos... Se for amigo, você percebe na hora!               
Esse texto não tá completo, na verdade, nunca vai estar. Porque amigo que é amigo de verdade, não tem uma definição limitada, ele sempre vai aprontar mais alguma coisa!
Aí de mim se vocês não existissem!!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Recolhida

Encontro-me recolhida. Afastada do mundo. Aqui, onde eu estou, tudo que ouço são os zumbidos dos mosquitos que insistem em atormentar o meu sossego. Eu não durmo, apenas coloco minha mente para descansar. Não adianta me ligar, mandar torpedo, fax ou e-mail. Estou escondida até da tecnologia. Nem carteiros passam por aqui. Talvez uma parte de mim esteja com saudade e queira voltar. Mas a outra ainda resiste. Quero ficar aqui mais um tempo. O suficiente para me conhecer melhor e, assim ficar de bem comigo. Temos brigado. Sim, eu comigo mesma. Mas isso passa... Talvez eu demore mais alguns dias, semanas ou até meses. Só lhe peço um favor: me espere!