domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pretérito Mais-Que-[IM]Perfeito



Ultimamente tenho pensado muito no futuro do meu passado. Mais precisamente, em como seria o meu futuro se o meu passado tivesse sido diferente.

Não acredito em predestinações: Deus nos deu o livre arbítrio pra guiarmos nossa vida/[fazermos nossas escolhas] sem interferência divina. Estou aqui, nesse exato instante e lugar, não porque alguém disse: 'ela vai estar ali no lugar x na hora y'. Mas se aqui estou é porque aqui quis estar. Mas porque eu quis isso? E se eu tivesse pensando um pouco mais e em alguns anos atrás a minha escolha tivesse sido diferente? Não necessariamente uma grande escolha, mas algo ínfimo como não viajar em um feriado ou não sair de casa num sábado a noite?

Eu não sei em qual exato instante a minha vida tomou esse rumo tão gigantescamente estranho que me trouxe pra esse exato lugar nesse exato instante. Não sei e vou continuar sem saber...

Vivemos um pretérito imperfeito - nosso passado nunca foi e nunca será acabado.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uma apresentação um pouco egocêntrica

Talvez já esteja passando da hora da verdadeira Joyce aparecer nesse blog. A Menina que a maioria de vocês conhecem, aquela típica mineira estudante de matemática que tem se aventurado no Rio de Janeiro.
Mas isso não implica que eu tenha duas personalidades, o que, de fato, não é verdade! Mas é que esse meu lado, revelado ainda a pouco nesse blog, era desconhecido de muitos - acho que nem eu propria o conhecia.

Afirmativa: ∃! Joyce!

i.e, Eu existo e sou única!

Tá, eu sei que existem outras Joyce's por aí. Não me lembro de ter encontrado outra Joyce de Figueiró no Google, mas mesmo se isso tivesse acontecido, garanto que ela (ou elas) não iriam satisfazer todas as mesmas propriedades que eu (mesmo que elas não sejam, em sua maioria, boas - digo das propriedades :P).

Não quero abandonar meu ínfimo lado poético, pretendo conciliar ε (épsilons), δ (deltas), versos, rimas, e ∫ (integrais) . Por mais que pareça um absurdo, eu posso garantir que esses dois conjuntos não são disjuntos, pois pertenço a intersecção deles. Mas nesse sentido, não garanto a unicidade: Existem muitos outros poetas-matemáticos por aí! Aqueles que assim como um dia acreditaram que existem ∞ maiores que outros ∞, acreditam que as coisas convergentes nem sempre tem graça, que as vezes é muito melhor divergir, explodir, expandir...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Amor Platônico



Pés gelados, mãos suando, coração disparado... tudo aconteceu tão de repente! Ninguém sabe explicar o que estava acontecendo, nem ela. Mas era como se o mundo tivesse parado - o mundo dela. A cena se desenvolvia em câmara lenta, passos suaves, movimentos intensos e sentimentos a flor da pele. E o olhar da moça continuava constante, sempre em uma direção. É como se não existisse mais nada, nem ninguém, e toda a atenção dela se concentrava naquele rapaz enquanto ele entrava pelo salão. A menina sempre foi extrovertida, daquelas que conversavam com todos e que de tudo falava. Mas perto dele as coisas eram diferentes. Ela perdia a fala, a voz, lhe fugiam as palavras, as frases... tudo virava bagunça em sua cabeça. Sentimentos se confundiam. Era tudo poesia. Existiam outros garotos mais bonitos, mais atraentes.... mas ela não se importava. De maneira estranha o coração dela se fixava naquele rapaz, era ele que fazia o coração da menina parar de repente e depois bater desesperadamente como se tivesse no mais alto nível de adrenalina. Ela não conseguia explicar o que sentia. Onde já viu sentir isso tudo por alguém que nem sabe o nome?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Versos Improvisados



Cala-te coração,
Não me faça sofrer!
Não quero viver outra ilusão...
Quero estar sempre feliz no viver!


Minhas rimas são sempre pobres
Com as palavras não tenho intimidade
De mim elas sempre fogem
Não querem saber de amizade

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



Meu coração tem tentado falar comigo
Mas não quero ouvi-lo.
Tenho medo de que ele me faça errar novamente,
Faça com que eu sofra.
Não quero ouvir meu coração,
Mas ele insiste...
Insiste!
Quer que eu o ouça!
Mas não quero!
Por favor, dá pra parar com essa insistência?
Que angústia!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Fazendo poesia

Um dia poesia tentei escrever
A rima era meu maior medo
Joguei tudo no papel, sem ler
Palavras soltas, sem enredo

Uma bagunça gigante
Faltava algo, tava estranho
Talvez o mais importante
Mas eu me preocupava só com o tamanho

As palavras soltas comecei juntar
Quis montar um soneto
Mas logo parei pra pensar
E lembrei que precisava de dois quartetos e dois tercetos

E esse nem era meu problema maior
Teria que das rimas cuidar
Não poderia rimar aleatoriamente, sem dó
Então, essa idéia de soneto, resolvi 'deixar pra lá'

Eu ainda queria poesia escrever
Com rimas pobres, que seja
Mas não sabia como fazer
Talvez interessado em me ajudar alguém esteja

Mas já era madrugada
E todos já haviam adormecido
E eu, agoniada
Do meu objetivo não tinha desistido

O tempo logo passava
E o sono fazia diminuir minha memória
Dormir então eu fui, pra ver se sonhava
Com algo pra melhorar minha história

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Apareça!



Posso te pedir um favor? Apareça! Me diga quem é você, pessoa dos meus pensamentos. Sonho com você toda noite, só penso em você. Apareça, por favor. Ou me dê uma pista de quem és. Juro que vou até você, dizer tudo que guardo comigo. Todas as mais belas poesias, as mais belas músicas... ainda sim, acho pouco. Não te conheço, mas de forma estranha, você mexe comigo. É quem me inspira, que faz com que apareça um sorriso em meu rosto até nos tristes momentos de carência. Procuro por você há tempo, mas nunca o acho. Por favor, onde está? Me diga, prometo ir até aí te dar o mais apertado e longo abraço e o mais carinhoso beijo. Quero ficar ao teu lado, te olhar dentro dos olhos e te dizer o quanto te quero!